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Há 20 ou 30 anos, o grande sonho dos brasileiros era conquistar a casa própria – e hoje em dia divide a atenção com ter a “empresa própria”. Os novos negócios que vêm surgindo e o sucesso de alguns empresários animam as pessoas a se aventurarem no empreendedorismo. E essa é uma ótima notícia! A notícia não tão boa é o fato de que muitas empresas fecham as portas antes mesmo de completar os primeiros cinco anos de vida. E na maioria dos casos não falta competência técnica ou força de vontade. O problema é financeiro.

Os primeiros tempos de uma empresa podem ser muito desafiadores. Ainda há poucos clientes, os empreendedores precisam se habituar a lidar com funcionários e há uma curva de aprendizado até os ganhos e as despesas serem equalizados. É quando a conta corrente merece mais atenção e as decisões de investimentos precisam ser mais bem estudadas.

Confira algumas dicas para os empreendedores não perderem o controle das suas finanças:

Controle de gastos

A necessidade de medir com cautela todos os gastos não é nenhuma novidade, mas é especialmente importante para os empreendedores que estão começando um novo negócio. É necessário adotar um sistema – ainda que informal – de controle dos gastos para evitar apertos logo no início. E também para não cair na tentação de cobrir o rombo da empresa com os recursos pessoais do empreendedor. A boa notícia é que existem dezenas de ferramentas online e aplicativos para fazer isso, muitos deles gratuitos. Se você não tiver familiaridade com nenhum deles, procure acompanhar tudo com uma planilha no Excel – ou pelo menos em um caderninho, vai! Só não dá para tocar o barco sem monitorar os custos.

Custos fixos baixos

E por falar em custos, no início de um novo negócio um empreendedor pode ter alguma dificuldade de dimensionar quais são seus custos efetivos. Haverá meses em que será preciso gastar um pouco mais com marketing, outros em que a área de vendas vai demandar, e ainda épocas em que será preciso fazer uma reforma na fachada da empresa. Por isso, é importante olhar com atenção para os custos fixos – aluguel, salários, contas de consumo, entre outros. O ideal é que eles sejam baixos e flexíveis, para que o empreendedor consiga ter agilidade financeira quando for necessário.

Reservas planejadas

Imprevistos acontecem – e numa empresa, eles definitivamente não são raros. Se o orçamento estiver esticado demais, pode ser difícil fazer frente a uma emergência de uma hora para a outra. Um funcionário que precise de uma licença, um problema com algum fornecedor ou uma baixa do mercado acabam se tornando dores de cabeça enormes (às vezes, irreversíveis). Por isso, é importante estabelecer uma meta de investimento mensal voltado para a formação de uma reserva para eventualidades. Alimente essa reserva periodicamente e fique tranquilo mesmo quando os negócios estiverem fracos.

Vida pessoal fora da vida profissional

Misturar as finanças da empresa com as finanças da família pode ser um grande erro. Se a empresa dá lucro, o lucro é da empresa. Não significa que o empreendedor não deva ganhar nada, é claro. Mas o ideal é estabelecer um valor mensal – um salário – de retiradas, e mais um bônus semestral ou anual. Tudo com planejamento, de modo que sobre dinheiro na empresa para fazer os investimentos que forem necessários para o seu crescimento. Da mesma forma, eventuais prejuízos também são da empresa – o que significa que a tentativa deve ser sempre de revertê-los a partir das atividades da própria empresa, encontrando novos mercados ou aumentando a produtividade.

Reinvestimento

Investir mais no próprio negócio é uma atitude que não deve ser perdida de vista. Ampliar a capacidade produtiva ou de atendimento, inovar nos processos e atualizar as soluções é fundamental não só para crescer, mas para se manter no mercado. Investimentos maiores, no entanto, devem ser analisados com cautela – e um pouco de frieza também. Antes de fazer um aporte grande de recursos numa iniciativa nova, é preciso estudar profundamente que tipo de retorno ele promete entregar. Essa conta serve para verificar se realmente o investimento vale a pena – e se vale, em quanto tempo deve ser amortizado.

 

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