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O ano mal começou e os analistas de plantão já estão fazendo suas projeções para a economia brasileira. As coisas, aparentemente, ficarão um pouco mais calmas em 2017. Mas como isso afeta os seus investimentos? Preparamos esta reportagem para mostrar como o desempenho de cada variável da economia pode impactar no dinheiro que você poupou. Quer entender melhor? Então confira abaixo:

Os juros

Ah, os juros! Todo mundo só quer saber deles. Claro! Afinal, são os juros que definem o quanto você pagará por um empréstimo – ou, na outra ponta, o quanto pode ganhar com suas aplicações financeiras de renda fixa. Quem optou por esse tipo de investimento se deu bem em 2015 e 2016. A taxa básica de juros do país, a famosa Selic, foi mantida em 14,25% ao ano por um bom tempo! Foi a taxa mais alta registrada no país desde 2006. Em 2017, a tendência é de que isso mude. As projeções do mercado financeiro são de que a Selic encerre o ano em 9,5% anuais. A expectativa de queda foi reforçada depois da primeira decisão sobre juros tomada pelo Banco Central neste ano: em janeiro, o BC cortou a Selic em 0,75 ponto percentual de uma vez (atualmente, a taxa está em 13% ao ano). A consequência óbvia para os seus investimentos é que suas novas aplicações de renda fixa devem render menos do que as que você fez nos últimos tempos. É claro que 13% ao ano ainda é uma taxa bastante atrativa, mas para conseguir retornos ainda tão bons quanto os que eram encontrados com facilidade no ano passado, talvez seja preciso pesquisar produtos alternativos. Sempre considerando os objetivos que você tem para o seu dinheiro, é lógico!

O PIB

O PIB – ou Produto Interno Bruto – representa a soma de toda a riqueza produzida pelo país em um ano. É ele que indica o tamanho de uma economia, e sua variação de um ano para o outro mostra o quanto ela foi capaz de crescer. Nos últimos tempos, os brasileiros não têm tido muito o que comemorar nesse sentido. Os números oficiais de 2016 ainda não foram divulgados, mas a maior parte das projeções sugere que o PIB não tenha crescido. Na verdade, ele deve, isso sim, ter encolhido – e cerca de 3,5% durante o ano, um número considerado muito ruim. Em 2017, é possível que o sinal se inverta. Se os economistas estiverem certos, o PIB deve voltar a crescer, avançando 0,5% ao longo do ano. Não é um aumento muito expressivo, mas certamente é muito melhor do que mais um recuo. O crescimento do PIB é um bom sinal para as empresas, que podem se beneficiar do dinamismo da atividade econômica para crescer também. E isso é um indicador positivo para certos tipos de investimentos, como as ações negociadas na bolsa de valores. Ações, você deve se lembrar, são pequenas fatias de empresas – o que significa dizer que quem compra uma ação se torna sócio da empresa que a emitiu. Se a companhia vai bem, seus acionistas também vão. Por isso, há analistas acreditando que o Ibovespa – principal índice de ações brasileiro – vá subir neste ano.

A inflação

Essa deve ser uma notícia boa para os brasileiros. Depois de os preços terem subido mais de 10% em 2015 e outros 6,3% em 2016, em 2017 a expectativa é de um pouco de calmaria nesse quesito. As estimativas compiladas pelo Banco Central são de que o IPCA – índice de inflação que serve de referência para o governo federal – fique em 4,7% neste ano. É importante lembrar que o país tem uma meta para o indicador. Em 2017, a meta é de 4,5% de inflação acumulada, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o IPCA precisa ficar entre 3% e 6% no ano. Nos seus investimentos, o impacto imediato da inflação acontece na rentabilidade real que eles proporcionam. Por rentabilidade real – ou ganho real, como chamam alguns – entende-se o retorno descontada a inflação. Para entender melhor, imagine que você conseguiu investir seu dinheiro em um produto que rende 10% ao ano. Se você iniciou o investimento com R$ 100, daqui a um ano terá R$ 110, certo? A questão é que se houver inflação nesse mesmo período, seus R$ 110 não serão capazes de comprar o mesmo que compravam um ano antes. Por isso, dizemos que seu ganho real – descontando a inflação – foi menor que o nominal, ou seja, os 10% que o investimento rendia. Com a inflação mais baixa, pode parecer que vai ficar mais fácil obter ganho real. Em alguns casos, isso é verdade. A poupança, por exemplo, poderá voltar a proporcionar ganho real, já que a tendência é de que a inflação seja mais baixa que o rendimento da caderneta (de 0,5% ao mês mais TR). Mas ainda assim será preciso pesquisar para encontrar bons investimentos. Afinal, os juros também devem diminuir ao longo do ano!

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