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Guardar dinheiro para aposentadoria e traçar um plano B para a carreira não costumam ser prioridades para quem está no auge e ganhando muito dinheiro. Se estas deveriam ser preocupações de todos, ganham ainda mais importância para aquelas pessoas que exercem atividades que impõem aposentadoria cedo, como modelos e atletas. Para estes, é ainda mais essencial buscar formas de economizar enquanto estão na ativa, para se garantir um futuro tranquilo.

Esses profissionais têm uma grande entrada de recursos em uma fase da vida, geralmente na juventude, justamente quando são mais propensos ao risco e menos ao planejamento”, explica Valter Police, planejador financeiro e coordenador da academia Fiduc. São carreiras que costumam registrar uma queda abrupta de receita ainda em idade relativamente baixa. Isso faz toda a diferença porque um profissional com uma carreira regular se aposenta aos 65 anos e, teoricamente, precisa ter acumulado recursos para complementar sua aposentadoria por mais uns 30 anos. Já o profissional que encerra a carreira por volta dos 35, 40 anos precisa ter recursos para viver por mais uns 55 anos. “A necessidade de planejamento e de controle sobre os gastos e os investimentos são ainda mais importantes”, explica Police.

 

Não existe uma fórmula certa para este planejamento, mas há a necessidade de disciplina sempre. “É preciso analisar aspectos como o que se pretende fazer no futuro, com quantos anos pretende se aposentar, qual o padrão de vida se pretende ter e qual a tolerância ao risco, entre outros. Planejamento é muito mais humano do que exato”, explica o planejador financeiro Weaker Batista Neto.

Police destaca que investimentos voltados para a obtenção de renda passiva, como planos de previdência, são muito mais importantes para esses profissionais do que para outras pessoas. “São ótimas ferramentas, embora a diversificação em várias classes de ativos seja sempre o mais recomendado”, afirma.

A modelo Letícia Abranches percebeu a importância de ter disciplina desde cedo, aos 19 anos, quando foi  trabalhar nos Estados Unidos. Na época, nem pensava em investimentos. Hoje, com 23 anos, ela lembra que o “deslumbramento” com o consumismo em Nova Iorque passou rápido: começou a poupar há cerca de três anos. “Ganhava muito no começo da carreira e soube poupar desde muito cedo”, conta. Com isso, conseguiu comprar um apartamento de três dormitórios em Londrina.

 

Estratégia um pouco diferente seguiu o jogador de futebol Felipe Saad, de 34 anos, que não definiu metas específicas para a poupança, mas sempre guarda um dinheirinho. Seu contrato com o clube europeu vence em 2019, quando estará com 36 anos. “Cada treino ou jogo dali para frente será bônus. Tenho que aproveitar”, afirma. Segundo, Police, “as pessoas devem se preparar não apenas financeiramente, mas também com relação a quais atividades gostariam de exercer após o término de suas carreiras”. Felipe já tem um plano B: pretende atuar como Relações Públicas, sua formação acadêmica. Para ele, o principal pensamento dos profissionais com carreiras curtas deve ser os imprevistos. “Espere o melhor, mas se prepare para o pior”, diz.

 

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