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As eleições estão chegando e falta pouco para conhecer o próximo presidente do Brasil e as notícias do sobe e desce na economia não param de pipocar. Dólar e Ibovespa são alguns dos protagonistas do noticiário e a cada divulgação de pesquisa de intenção de voto esses indicadores apresentam volatilidade, principalmente quando os resultados não são claros com relação a um cenário da economia pós-eleição.

Cenário de incertezas

Quando começa a corrida eleitoral, os profissionais do mercado já estão traçando diversos cenários para médio e longo prazo. Como fica a economia se o candidato X ganhar? E se o candidato Y, que não apoia a reforma da previdência, vencer o que podemos esperar? Estas incertezas impactam as decisões dos investidores na hora de comprar e vender produtos e, consequentemente, a economia.

“Mas o que isso tem a ver com os meus investimentos?”
Primeiro vamos explicar um conceito importante para que você entenda todo o resto: a volatilidade.

O que é volatilidade?

Como todos nós sabemos, o futuro é incerto, principalmente em anos eleitorais, seja porque um candidato deixou de ser líder das pesquisas ou mudou seu posicionamento em relação a pontos cruciais do seu plano de governo. Nessas ocasiões, os investidores mudam suas estratégias de investimento. E essas correções promovem oscilações nos preços dos ativos, o que chamamos de volatilidade.

Exemplo prático de volatilidade

Imagine que o candidato que está liderando as intenções de votos possua um plano de governo que pretende aumentar as exportações. Os investidores apostarão neste segmento por acreditar que esse candidato sairá vitorioso nas eleições, impactando positivamente os produtos financeiros que estejam relacionados a esse setor.
Mas como? Por exemplo, comprando uma debênture ou uma ação emitida por alguma empresa exportadora, o que elevaria seu preço, hipoteticamente, de R$ 1.000,00 para R$ 1.200,00.

Agora vamos supor que esse candidato caia nas pesquisas e o cenário mude completamente, com um outro presidenciável, que não apoie uma política de estímulo às exportações, assumindo a liderança. Isso vai se refletir no preço dos ativos vinculados à exportação, passando de R$ 1.200,00 para R$ 900,00, por exemplo. Em seguida, aquele candidato que caiu, se recupera e reassume a liderança nas pesquisas eleitorais. O preço dos ativos saltaria de R$ 900,00 para R$ 1.300,00.


“Sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce.”
Pensando em você, investidor, isso significa que seus produtos podem subir ou descer a partir dessas expectativas. Aquele fundo de investimento que tem na carteira papéis do mercado externo, por exemplo, também oscilam.

Comportamento dos ativos financeiros

O dólar (na verdade, a taxa de câmbio do real em relação ao dólar) e o Ibovespa (índice com o conjunto de ações mais representativas negociadas) concentram a atenção nesses períodos de incerteza. Suas variações tornam-se referências para medir o humor dos investidores em reação aos acontecimentos na política e na economia.

O IMA (Índice de Mercado ANBIMA), indicador que mede o comportamento dos títulos públicos, também apresenta oscilações, mas são menores, pois ele representa produtos de renda fixa. No sobe e desce, os títulos públicos de curto prazo refletem mudanças nas expectativas de juros e inflação em um prazo de tempo mais curto. Os títulos longos são mais sensíveis às perspectivas da economia no longo prazo (crescimento, juros, etc.) e respondem de imediato às incertezas geradas pelo quadro eleitoral.

Então volatilidade é perda?

Não necessariamente. Um ativo é considerado volátil quando o seu preço passa por um período de forte oscilação, para cima ou para baixo. Há possibilidades de ganhos neste ambiente, porém as janelas de oportunidade exigem do investidor um acompanhamento minucioso do mercado, no qual nem todos tem disponibilidade.

Esse sobe e desce é para sempre?

Você deve estar pensando: tenho investimentos e eles estão caindo. Devo vender tudo agora? Calma! O melhor conselho no momento é ter cautela. Todos os períodos eleitorais têm volatilidade, mas a tendência é que ela seja controlada depois desse período. Qualquer decisão de investimento deve ser ponderada e considerar não apenas o cenário atual, mas a expectativa de cenário lá na frente, que pode ser bem diferente de agora.

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