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Ao contrário do que todo mundo pensa, a decisão de ter ou não ter carro não é uma equação exata. Além dos custos, tem aspectos emocionais que devem ser colocados na ponta do lápis. “As pessoas devem refletir para saber o quanto custam suas decisões em vários aspectos. Assim, terão claramente o preço que vão pagar por elas”, explica Valter Police, planejador financeiro e coordenador da academia Fiduc.

Aspectos emocionais

 

Conforto e disponibilidade

Para você, conforto é essencial? Por mais que fique horas no trânsito, é importante ter seu espaço e desfrutar do ar condicionado? Ou você não aguenta o “anda e para” do trânsito e sempre foge dos horários de rush?

E, sobre disponibilidade, você gosta de poder sair de casa às 2h da manhã sem ter que chamar um Uber? Ou prefere não quer se preocupar em ficar procurando estacionamento?

“Essas respostas têm peso individual, são preferências de cada pessoa”, diz Police.

Gosto pela direção

Gostar de dirigir não é o mesmo do que pilotar seu carro no Autódromo de Interlagos. Ter um carro implica em aguentar o trânsito (e os congestionamentos) do dia a dia, prestar atenção 100% do tempo e não poder ler um livro ou bater papo no WhatsApp durante o trajeto, igual você faz quando anda de metrô.

Necessidades especiais

Muitas vezes, a compra de um carro não é só para uma pessoa, mas para uma família. Se você convive com crianças ou idosos, um carro pode ajudar na hora de levá-los para passear ou para as atividades do dia a dia. “É importante avaliar suas necessidades não apenas como indivíduo, mas como um grupo família”, explica o planejador. Às vezes, a decisão não envolve apenas seus gostos, mas também as necessidades das pessoas ao seu redor.

Aspectos financeiros

 

Na ponta do lápis

Depois destas reflexões, agora é a hora de pensar nos gastos. Quanto custa seu dia a dia sem carro? Você tem que escolher se usaria ônibus, metrô, Uber, táxi e fazer uma projeção de gastos. Se costuma viajar, tem que considerar também o aluguel de um carro ou as passagens de ônibus.

E, com carro, como ficariam os gastos? Pense no modelo, no combustível, no valor do seguro, na manutenção e nos impostos. Lembre ainda que, na maioria das vezes, dependendo da onde você mora, terá que pagar para estacionar.

Vale fazer essas estimativas para um mês e dentro do seu estilo de vida.

Os temidos custos

Além de tudo isso, você precisa pensar no custo de oportunidade de capital. O nome é estranho, mas a ideia é simples: se você comprou um carro, o dinheiro não está em nenhuma aplicação, então você está perdendo a oportunidade de investi-lo e ter bons rendimentos. “As pessoas esquecem desse custo porque não sai dinheiro da conta todo mês, mas é algo que deve ser considerado”, explica Police. Além disto, o carro desvaloriza (deprecia) um pouquinho todo ano. Esse valor varia de acordo com o preço do automóvel.

Para te ajudar, fizemos uma tabela para você simular os custos de ter um carro. Baixe aqui!

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