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Você tem acompanhado no noticiário que a taxa básica de juros, a Selic, está no patamar mais baixo da história. Apesar dessa queda, ainda é preciso ter atenção com os juros que são praticados ao consumidor, principalmente em modalidades de crédito, como cheque especial e rotativo do cartão de crédito. Isso porque essas linhas têm taxas mais salgadas e podem transformar suas contas numa bola de neve rapidamente.

 

Cuidado com a bola de juros!

Para ajudá-lo a escapar dos juros altos, preparamos uma série de dicas. Anote aí:

  1. Use o crédito com consciência

O crédito é um excelente instrumento, mas deve ser usado com cautela e moderação. Ou seja, não dá para pegar crédito para comprar qualquer coisa. Em outras palavras, não busque financiar aquilo que não é realmente importante para você.

Para realizar grandes objetivos de vida, como a compra da casa própria ou a expansão da sua empresa, o crédito pode ser um importante aliado. Desde que sejam planejados, os financiamentos ajudam a encurtar o caminho de alguns sonhos. Mas não custa lembrar: pesquise a fundo as condições de cada empréstimo, pois há taxas competitivas no mercado.

 

  1. Crédito não é extensão da renda

Atenção: o cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito não são extensões do seu salário! É comum vermos as pessoas usando essas modalidades no dia a dia para cobrir rombos no orçamento, por exemplo. Aí que mora o perigo.

Esses instrumentos servem para situações de emergência, daquelas que não dá mesmo para fugir. Sabe por quê? Os juros ultrapassam 300% ao ano. Isso faz com que a dívida cresça muito rapidamente sem que você perceba a bola de neve.

Por isso, planeje seus gastos. Regra número 1: monte um orçamento pessoal ou familiar, com todas as receitas (salários, renda de aluguéis etc.) e todas as despesas. Assim fica fácil enxergar para onde vai o seu dinheiro.

 

  1. Priorize as dívidas mais caras

Está endividado? Um dos primeiros passos é saber o tamanho da encrenca, ou seja, quanto e para quem você deve, o prazo de cada dívida, qual o custo efetivo total (percentual que inclui juros, encargos e outras taxas).

Ao fazer esse diagnóstico, fique de olho nas dívidas mais caras, isto é, as que têm juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial. Para evitar que os valores cresçam ainda mais e se transforme em algo praticamente impossível de pagar, há algumas saídas: tentar uma renegociação com a instituição financeira ou tomar um empréstimo mais barato para quitar essas dívidas caras.

 

  1. Reorganize seus gastos

Entenda qual é a sua capacidade de gastos, de acordo com a sua renda. Na prática, saiba para onde o dinheiro está indo. Mensalmente, quando o salário cair na conta, siga essa ordem: poupar uma parcela da renda; pagar as dívidas (primeiro, as mais caras, como falamos) e, só depois disso, gastar (desde que sobre uma grana, é claro).

Ao pensar de maneira contrária, por exemplo, consumindo primeiro e deixando para o fim do mês (se sobrar) a poupança, provavelmente você não terá dinheiro até lá. E pior: talvez gaste mais do que tem. Assim, ficará sem uma reserva financeira e detalhe: com dívidas. Como já dissemos lá no início: os juros de contas em atraso são altos! Por outro lado, se você poupa, pode ganhar mais dinheiro, porque nesse caso a matemática dos juros joga a seu favor.

 

Fazendo aquela faxina nas despesas.

 

  1. Dívida é diferente de inadimplência

É muito comum as pessoas confundirem dívida com inadimplência. Entenda que dívida é tudo aquilo que você deve – isso inclui um parcelamento cujo pagamento esteja em dia, por exemplo. Já inadimplência é quando você perde a capacidade de quitar as suas dívidas.

Para não ficar inadimplente, planejamento, organização e disciplina são fundamentais. Ao perceber que está com dificuldades para pagar as contas, tente negociar algumas condições com o gerente do seu banco. Mas lembre-se de fazer isso antes de ficar inadimplente, pois, além de os juros devidos aumentarem, a tendência é que a margem de negociação fique cada vez menor.

Além disso, com o nome sujo, fica mais difícil conseguir outras linhas de crédito, como para comprar um imóvel. Em outras palavras, gastar com supérfluos acaba impedindo você de conquistar objetivos maiores.

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