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Preparamos uma lista imperdível de informações, dicas e curiosidades para quem está começando a se aventurar na bolsa de valores.

1. O Brasil já teve várias bolsas de valores no passado. Havia praticamente uma em cada estado. Com o passar dos anos, elas foram fundidas até restar apenas uma: a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), fundada como Bolsa Livre em 1890. Hoje se chama B3.

2. A B3 é o resultado da fusão de grandes instituições do mercado financeiro. Em 2008, a BM&F se fundiu com a Bovespa, se tornando a BM&FBovespa, que em 2017 se uniu a Cetip. Finalmente, nasce a B3 para oferecer serviços de negociação, pós-negociação, registro de operações de balcão e de financiamento de veículos e imóveis.

3. A antiga Bovespa listou suas ações no seu próprio pregão em 2007. Naquele ano, a BM&F fez o mesmo. As ações da Cetip foram listadas em 2009.

4. Há cerca de 813 mil pessoas físicas cadastradas para operar no pregão de ações da B3, segundo dados de dezembro de 2018. O número é 31% maior do que o de um ano antes, em dezembro de 2017.

5. Delas, cerca de 78% são homens. As mulheres somam 22% dos investidores.

6. Quase 3 mil investidores têm menos de 15 anos de idade. E 106 mil, mais do que 65.

7. São Paulo é o estado que concentra a maior parte dos investidores: 42%. Na sequência, estão o Rio de Janeiro (15%), Minas Gerais (8%) e Rio Grande do Sul (6%).

8. As ações negociadas na bolsa representam uma fração do capital de uma empresa. Quem compra ações se torna sócio da empresa que as emitiu.

9.Quem investe em ações pode ganhar de duas formas: com a valorização dos papéis no mercado e/ou com a distribuição de dividendos, que são uma parte do lucro das empresas dividida com os acionistas.

10. As ações negociadas na B3 podem ser de dois tipos: ordinárias ou preferenciais. Ordinárias são as ações que garantem ao investidor direito a voto nas assembleias das empresas emissoras.

11. Preferenciais são ações que garantem ao investidor prioridade na distribuição de dividendos pelas empresas emissoras. Por outro lado, não dão direito a voto.

12. Há 336 empresas listadas no pregão de ações da B3, segundo dados de janeiro de 2019.

13. Somadas, as empresas listadas na B3 valiam R$ 3,9 trilhões em 31 de janeiro de 2019, o que equivale a 59% do PIB do Brasil de 2017.

14. A estreia das ações de uma empresa na bolsa é conhecida como IPO, sigla em inglês para oferta pública inicial.

15. Em 2018, houve três IPOs na B3. Juntos, eles movimentaram R$ 6,8 bilhões.

16. O maior IPO já realizado no Brasil foi o do banco Santander, em 2009. Sozinho, ele movimentou R$ 13,2 bilhões.

17. As ações costumam ser negociadas em lotes. Normalmente, o lote padrão é de 100 ações, mas em alguns casos pode ser de 10 ou de 1.000 ações.

18. Existe também o chamado mercado fracionário, em que é possível comprar ações uma a uma, sem lote mínimo. As cotações das ações no fracionário podem ser diferentes das cotações do lote padrão.

19. O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações no Brasil, completou 50 anos de idade em 2018. O índice reúne as ações das empresas mais importantes do mercado de capitais do país.

20. A pontuação do Ibovespa é resultado da variação média de uma carteira de ações reavaliada a cada quatro meses. Entram no índice papéis que representem cerca de 80% do número de negócios e do volume financeiro do mercado.

21. É possível investir na carteira do Ibovespa comprando ETFs (Exchange Traded Funds), fundos que têm as cotas negociadas no pregão da bolsa como se fossem ações. Na B3, existem três ETFs diferentes que replicam a composição do índice.

22. Em 1993, o Ibovespa avançou nada menos do que 5.437% ao longo do ano. Foi a maior alta anual do índice, impulsionada pela crise inflacionária que o Brasil ainda vivia na época.

23. A pior queda anual do Ibovespa ocorreu em 1972, quando o índice acumulou um recuo de 44,4%.

24. O Ibovespa atingiu um pico histórico no dia 20 de maio de 2008, quando bateu 73.516 pontos. Levou quase 10 anos para superar o marco, o que aconteceu apenas no dia 11 de setembro de 2017, quando o índice fechou aos 74.319 pontos.

25. Além do Ibovespa, existem vários outros índices de ações, cada um com uma característica. Alguns índices reúnem ações de empresas de um determinado setor (como consumo ou financeiro). Outros, ações de empresas que adotam práticas de governança corporativa.

26. Existem atualmente 88 corretoras cadastradas na B3, por meio das quais os investidores podem negociar na bolsa. Quem quiser investir precisa ter o cadastro em uma corretora.

27. O home broker – sistema que permite aos investidores negociar ações pela internet – foi criado em 1999. Atualmente, é a forma de investir mais conhecida entre os pequenos acionistas.

28. O último pregão viva-voz da antiga Bovespa – em que as negociações eram feitas pelos operadores das corretoras reunidos em um salão dentro da bolsa – ocorreu em setembro de 2005. A partir dali, todas as negociações passaram a ser eletrônicas.

29. O pregão de ações da B3 pode ser interrompido caso os papéis caiam demais. O mecanismo, chamado de “circuit breaker”, é uma ferramenta de segurança. Espera-se que a parada proporcione equilíbrio nas negociações.

30. O circuit breaker é acionado quando o Ibovespa recua mais de 10% no mesmo dia. Nesse caso, a interrupção é de 30 minutos. Depois desse tempo, as operações são reabertas.

31. Se o recuo persistir, chegando a 15%, ocorre nova interrupção, de uma hora. Caso a queda prossiga e ultrapasse 20%, mais uma suspensão, sem prazo definido, é realizada.

32. O último acionamento do circuit breaker ocorreu no dia 18 de maio de 2017, após a divulgação de áudios do empresário Joesley Batista envolvendo o ex-presidente Michel Temer.

33. A negociação de ações envolve alguns custos. As taxas de negociação, liquidação e registro somam cerca de 0,03% do valor de cada operação.

34. A alíquota de imposto de renda sobre os ganhos nos investimentos em ações é de 15%, menor do que a devida em algumas aplicações de renda fixa.

35. Os investidores só pagam imposto de renda se fizerem vendas de ações que superem o valor de R$ 20 mil por mês.

36. Normalmente, a negociação de ações na B3 vai das 9h às 17h. Mas, para adequar o pregão brasileiro ao das bolsas americanas – principal referência global para o mercado de capitais –, o funcionamento durante o horário de verão passa a ser das 10h às 18h.

37. Além do horário regular, existem ainda o “after market”, um período extra de negociações de meia hora realizado no fim do pregão.

38. Existem algumas regras no after market. Somente as ações que tiveram presença no pregão regular podem ser negociadas no horário extra, por exemplo. Além disso, elas devem fazer parte do Ibovespa.

39. Durante o after market, a variação das cotações é limitada. Os preços não podem exceder 2% em relação ao fechamento do pregão regular.

40. A BSM, braço de autorregulação da B3, mantém uma espécie de fundo de garantia chamado de Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos, o MRP. Esse fundo pode ressarcir os investidores por prejuízos causados por corretoras, distribuidoras e agentes autônomos.

41. O ressarcimento pode chegar a R$ 120 mil, desde que fique comprovado que a perda decorreu de um erro cometido por um participante do mercado.

42. Para enviar uma reclamação ao MRP, é preciso encaminhar o caso à BSM.

43. A compra e a venda de ações no mesmo dia é conhecida como day trade. O objetivo desse tipo de operação é obter retorno rápido com os movimentos diários do mercado.

44. Para quem faz day trade, a alíquota de imposto de renda que incide sobre os ganhos é maior: de 20%. Não há nenhum tipo de isenção.

45. Qualquer um pode fazer day trade. No entanto, esse costuma ser um mercado dominado por investidores mais experientes.

46. Existem dois tipos principais de análise que os investidores podem fazer para escolher que ações vão comprar. Uma delas é a análise fundamentalista, em que observam os fundamentos das empresas emissoras para avaliar as perspectivas para as ações.

47. Na análise fundamentalista, os investidores procuram indicadores que demonstrem se a empresa está crescendo ou não, se é lucrativa, se é competitiva diante dos seus concorrentes, se o setor em que está inserida é promissor.

48. O outro tipo de análise é a técnica. Ela é baseada no estudo dos gráficos das cotações das ações, em busca de padrões que possam se repetir.

49. Para os analistas técnicos, avaliar o comportamento passado das ações permite inferir sobre qual será a direção das cotações no futuro, o que ajuda a identificar os melhores papéis para investir.

50. Em geral, a análise fundamentalista é usada por investidores interessados em comprar ações para o longo prazo, enquanto a análise técnica é focada em operações de curto prazo. Mas, se você quer entrar no universo de ações, um bom primeiro passo é por meio de um fundo de ações, que tem um profissional especializado para comprar e vender esses papéis.

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