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Informações atualizadas em 29 de junho de 2021

A taxa Selic tem recuado nos últimos anos e em 2020 atingiu seu menor valor histórico. Isso afetou o retorno da renda fixa e fez com que muitos investidores buscassem alternativas na renda variável – especialmente na bolsa de valores. Mas, agora, quais são as expectativas para a taxa Selic 2021?

Para este novo ano, existe a expectativa de a taxa básica de juros da economia aumentar novamente. Para quem investe ou pretende investir, é essencial saber o que isso pode significar para os investimentos e para toda a estratégia.

Neste artigo, você verá o que é provável que aconteça se esse movimento de subida da taxa de juros se concretizar em 2021. Venha conferir!

O que é a taxa Selic?

Se você ainda não sabe o que é a taxa Selic, vale a pena se informar sobre ela. Sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, a Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. E sua movimentação tem influência em todas as demais taxas de juros existentes no país.

A taxa é definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central a cada 45 dias. As decisões, por sua vez, têm impacto direto na economia e, claro, sobre os investimentos.

Para saber mais detalhes sobre a Selic, clique aqui.

Quais podem ser os impactos no Tesouro Direto?

Agora você já sabe o que é a taxa Selic e sua importância. Mas quais são os impactos de uma eventual alta da taxa nos investimentos? Vamos começar falando sobre os títulos do programa Tesouro Direto.

De acordo com o Boletim FOCUS, divulgado semanalmente pelo Banco Central, a expectativa quanto à Selic é de subida para 2021. E os títulos públicos estão entre os principais investimentos que seriam impactados por essa mudança.

Isso não se refere apenas ao Tesouro Selic (LFT), que acompanha a taxa. Pense, por exemplo, no título do Tesouro Prefixado (LTN), que tem um valor de face de R$ 1000 no momento do resgate, logo a taxa que ele vai auferir é descontada de R$ 1000,00 ( o valor que ele vai resgatar). Um intermediário financeiro o comprou no mercado primário, a uma taxa de 3,57% a.a., com um prazo de 3 anos, correspondendo a um preço unitário de R$ 900. Se a Selic se elevar, os intermediários financeiros, por uma lógica racional, vão querer adquirir o título à uma taxa mais alta, o que corresponderia a um preço mais baixo. Por exemplo, se eles adquirissem as LTNs à uma taxa de 4,35%, o preço que eles pagariam seria R$ 880,00.

Portanto, o Comitê de Política Monetária (Copom) se decidir subir a Selic Meta em 2021, a rentabilidade de daquele papel que rende 3,75% que está na carteira do investidor deixa de ser interessante, pois existem novos papéis que irão refletir essa maior taxa de juros.

Percebe o impacto dessas movimentações nos títulos que podem fazer parte da sua carteira de investimentos?

Pode haver perdas?

Sim, podem ocorrer perdas. É importante destacar que os títulos de renda fixa não deixam de pagar ao investidor a taxa combinada no dia de vencimento. No entanto, se o investidor quiser se desfazer do título antes do vencimento, estará sujeito ao movimento de precificação do mercado, isso significa que o título do investidor pode se valorizar ou desvalorizar.

Com o Tesouro Selic, que é pós-fixado, a situação é um pouco semelhante. O que muda é que a rentabilidade acompanha o movimento diário da taxa Selic, que pode ir para cima ou para baixo e não costuma ser muito volátil.

E o que acontece com outros títulos de renda fixa se a taxa Selic subir?

Diante da tendência de crescimento da Taxa Selic 2021, não são apenas os títulos públicos que podem ser impactados. Toda a renda fixa poderá ter seus resultados alterados, o que exige atenção ao investir dinheiro.

A taxa Selic é uma das referências para a precificação dos títulos privados (as outras são liquidez, qualidade do emissor, lastro, tributação etc). Em termos gerais, a rentabilidade de um título de emissão privada é o somatório dos juros básicos do mercado (que é a taxa DI, atrelada ao rendimento da Taxa Selic) ou um título público com características parecidas ( prazo, indexador, etc) mais o prêmio de risco de crédito daquele papel. É claro que essa regra básica muda de acordo com as especificidades dos papéis,  mas o fundamento vai nessa direção.

Considere, entre os investimentos da renda fixa, o Certificado de Depósito Bancário (CDB) ou as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). Eles também podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos.

No caso dos pós-fixados, a taxa normalmente segue a variação diária da taxa DI () Depósito Interbancário, que está atrelado à Selic. Um aumento nos juros, portanto, eleva a rentabilidade diária destes títulos e os tornam mais atraentes ao investidor.

A variação da Selic também costuma refletir no encarecimento do crédito, como forma de conter a inflação.  Desta forma, as emissões de títulos de renda fixa pelas empresas é uma opção diante do aumento do custo dos empréstimos bancários

Portanto, uma elevação na taxa Selic pode tornar mais atraentes os investidores de renda fixa, sobretudo os papéis que são atrelados à indexação diária da taxa de juros

Como fica a renda variável?

Com os investimentos em renda fixa tornando-se mais atraentes em função da elevação da taxa Selic, os investimentos em renda variável podem ser impactados. Isto decorre pois há um aumento no custo de oportunidade de investir em ações, isto é, ao alocar seus recursos no mercado de renda variável você poderá estar abrindo mão de investir em título de renda fixa com boa rentabilidade.

Apesar de os investimentos de renda variável não dependerem diretamente da taxa Selic, um aumento no índice pode causar impactos. Isso porque toda a política monetária é capaz de afetar as características desses investimentos.

O mercado imobiliário, por exemplo, costuma ser afetado pela Selic alta, porque os financiamentos se tornam menos atraentes. Logo, há potencial efeito negativo nas Ações de construtoras e incorporadoras e nas cotas de Fundos Imobiliários.

Como compor a carteira com o aumento na taxa Selic em 2021?

Agora você já sabe como a taxa Selic pode impactar os investimentos. Mas conhecer a dinâmica não significa que você deva fazer suas escolhas apenas se baseando nos movimentos da rentabilidade.

Suas decisões de investir em renda fixa ou variável não devem depender apenas da Selic. É preciso sempre considerar as suas características como investidor. A sua carteira de investimentos deve estar alinhada ao seu perfil, aos seus objetivos e à sua análise do mercado financeiro.

Assim, se você estiver disposto a correr mais riscos e acreditar nos resultados de empresas em 2021, o investimento na renda variável continua válido. Da mesma forma, ter parte da carteira em renda fixa é interessante mesmo com a Selic em baixa.

Afinal, a rentabilidade menor não tira outras vantagens das aplicações — como a segurança ou liquidez. Em qualquer caso, continue avaliando as possibilidades com atenção e buscando a diversificação de investimentos para manejar os riscos.

Como vimos, a taxa Selic em 2021 poderá sofrer um aumento do seu patamar historicamente mais baixo, atingido em 2020. Analisando como o movimento afetará seus investimentos, você terá a chance de cuidar melhor do seu dinheiro e da sua carteira em qualquer que seja a oscilação!

Ainda tem alguma dúvida sobre o que pode estar por vir no mercado financeiro em 2021? Ou tem impressões diferentes? Deixe um comentário e participe!

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