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Se você tem o hábito de acompanhar as notícias, já deve ter se deparado ao menos uma vez com alguma matéria sobre recessão econômica, não é? E, dado que essa situação pode afetar diretamente as suas finanças, é importante entender o que esse quadro representa.

Além disso, conhecer mais sobre o tema é essencial se você for um investidor. Afinal, o comportamento da economia pode causar diversos impactos no seu patrimônio — e é essencial estar pronto para lidar com essa situação.

Então que tal descobrir como investir em um cenário com recessão econômica e se preparar para uma situação desse tipo?

Continue a leitura e saiba mais!

O que é uma recessão econômica?

Para entender o que é uma recessão econômica, vale fazer uma analogia com um carro. Imagine um carro em uma rodovia com um limite de velocidade de 70 km/h. Ao longo do trajeto, é provável que o veículo se mantenha próximo à velocidade máxima permitida, em um comportamento constante.

Se, em determinado trecho, o limite subir para 80 km/h, o carro pode acelerar sem desobedecer às leis de trânsito. Porém, se em outro trecho o limite for de 50 km/h, será preciso reduzir a velocidade, certo?

Com a economia acontece um movimento parecido. É comum que os governos tenham como objetivo fazer a economia crescer. Para isso ocorrer, o país tem que gerar mais riquezas — meta que pode ser conquistada por meio da atividade econômica.

Assim, as diferentes indústrias e os setores econômicos produzem, vendem e, em alguns casos, exportam produtos. Quanto mais as empresas ganham, maior tende a ser o investimento que elas podem fazer em seu crescimento, gerando mais empregos.

Logo, uma situação de desenvolvimento econômico pode ser comparada ao carro trafegando na velocidade permitida e até acelerando em trechos com maior tolerância.

Porém, esse ciclo pode ser interrompido por uma recessão econômica. Tecnicamente, ela se configura pela ocorrência de dois trimestres consecutivos com resultados negativos no Produto Interno Bruto (PIB) de um país. A recessão, portanto, indica uma desaceleração da atividade econômica.

Na prática, é como o veículo que diminui a velocidade com a qual trafega. Note que a recessão não significa que a economia deixa de produzir. A questão é que os resultados tendem a desacelerar em relação ao desempenho apresentado nos períodos anteriores.

Quais fatores podem causar uma recessão econômica?

Agora que você sabe o que é uma recessão, vale a pena entender o que pode gerar esse comportamento da economia, não é mesmo? Porém, é preciso ter em mente que essa resposta pode envolver diversos fatores.

Do mesmo modo que um carro pode diminuir a velocidade devido às regras de trânsito, isso pode ocorrer por outros motivos. Entre eles, estão a falta de combustível, uma pane ou até o trânsito mais intenso.

No caso da economia, também há diversas razões que podem gerar esse quadro. A inflação, por exemplo, pode ser o estopim para uma recessão econômica.

Afinal, nesse cenário, é comum que haja um aumento da taxa básica de juros (a Selic, no Brasil) para diminuir o consumo e, consequentemente, a inflação. Como esse movimento torna o crédito mais caro e desestimula a compra, as empresas podem ter resultados menores ou negativos. E isso pode gerar a recessão da economia.

Crises políticas, econômicas e até sanitárias também podem ser responsáveis por esse quadro. Entre os exemplos de situações do tipo, vale citar a pandemia de covid-19 e a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Além disso, a recessão pode se tornar global — em especial, se os principais mercados pisarem no freio da economia. Quando os Estados Unidos diminuem o ritmo econômico, por exemplo, é comum que os outros países sofram com efeitos semelhantes.

Foi assim em 2008, quando os EUA enfrentaram uma forte recessão, levando outros países ao mesmo cenário — de modo semelhante ao que acontece em um engavetamento de veículos na rodovia. Ficou claro esse processo?

Quais são os efeitos de uma recessão econômica nos investimentos?

Como você deve imaginar, uma recessão econômica causa diversos impactos na vida das pessoas e no mundo dos negócios. As empresas vendem menos e algumas podem até mesmo fechar as portas. Também é comum que ocorram mais demissões, o que pode aumentar o endividamento das famílias.

No mercado financeiro, os efeitos de uma crise no cenário econômico também podem ser sentidos.  Por exemplo, os investimentos de renda fixa podem ficar mais atrativos diante da alta da taxa de juros.

O aumento da Selic no Brasil, por exemplo, faz com que os títulos dessa classe ofereçam um retorno maior. Porém, é preciso ter atenção com a inflação, pois, se ela estiver mais elevada, o seu patrimônio perde poder de compra.

Já os investimentos em renda variável podem sofrer quedas. No mercado de ações, por exemplo, o interesse dos investidores por esses ativos pode diminuir diante do cenário de insegurança econômica. Logo, os papéis das companhias podem desvalorizar.

Ainda, é possível observar uma elevação da volatilidade do mercado. Ou seja, é muito comum que aconteçam mais oscilações nos preços dos ativos e com maior intensidade diante das incertezas sobre o cenário. Com um ambiente mais volátil, os riscos também se tornam maiores — principalmente no curto prazo.

Como investir em um cenário de recessão econômica?

Depois de entender o que a recessão econômica pode causar nos seus investimentos, é importante compreender como agir nesse momento em relação à sua estratégia. Afinal, não é porque o carro diminui a velocidade que você desiste de chegar ao destino, certo?

Por isso mesmo, o ideal é continuar investindo de maneira recorrente. Para tanto, é preciso identificar seu perfil de investidor e também os seus objetivos e horizonte financeiros. Assim, é possível entender quão disposto você está a se arriscar e o que deseja alcançar com os investimentos — e em qual prazo.

Também é interessante montar uma carteira de investimentos diversificada. Ao escolher diferentes ativos e aplicações, você equilibra os riscos do seu portfólio para aumentar a proteção diante de eventuais movimentos de queda do mercado em um momento de recessão.

Para proteger ainda mais a carteira, você pode fazer hedge (proteção) dos investimentos. Ao investir em alternativas expostas ao dólar, por exemplo, você pode ter mais segurança contra a desvalorização do real diante de uma recessão centralizada no Brasil, por exemplo. Interessante, não é?

Portanto, tenha uma estratégia de investimentos definida e mantenha o foco nela. Dessa forma, em vez de reagir a cada movimento do mercado, você deve tomar decisões que façam sentido para os seus interesses e sua capacidade de tolerar os riscos no longo prazo, combinado?

Neste artigo, você descobriu o que é uma recessão econômica e como é possível investir nesse contexto. Em relação aos investimentos, você pode usar as dicas apresentadas para se proteger e até aproveitar as oportunidades que podem surgir nesse momento, desde que elas façam sentido para a sua estratégia enquanto investidor.

Tem outras dúvidas sobre a recessão econômica? Deixe o seu comentário e participe do nosso blog!

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