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A relação com o dinheiro tem sido um grande desafio para a população brasileira. De acordo com o Datafolha (2022), mais de 60% dos brasileiros afirmam não ganhar o necessário e atravessar problemas financeiros em casa. O medo constante de não ter dinheiro para sustentar as suas necessidades faz com que o assunto desperte, na maior parte da população, estresse, ansiedade, angústia e outros sentimentos negativos.

Se esse também é o seu caso, é importante ter consciência sobre as diversas situações econômicas e conjunturais que podem afetar seu psicológico e, consequentemente, suas decisões financeiras. 

Confira!

Como as mudanças no cenário econômico podem afetar seu psicológico? 

 

Já parou para pensar como os acontecimentos conjunturais podem afetar seu dia a dia e consequentemente afetar sua forma de pensar e agir? 

Vamos dar um exemplo: 

Logo no início, a pandemia já mostrou que o mundo passaria por grandes desafios e essas dificuldades foram muito além das máscaras e álcool em gel. No auge da crise, os países se viram obrigados a fecharem suas fronteiras para tentarem conter a contaminação e, com isso, acabou ficando muito mais caro e complicado transportar mercadorias, prejudicando bastante o comércio internacional.

Acredita que alguns navios chegaram a ficar semanas esperando autorização para descarregarem seus produtos? Pois é. Não demorou muito para que alguns desses produtos começassem a ficar escassos no estoque dos mercados e o resultado não poderia ser outro: preços nas alturas, ou seja, inflação

Esse negócio foi tão sério que o mundo inteiro ainda está tentando segurar a onda até hoje, aumentando a taxa de juros

A ideia aqui é a seguinte: quanto maior a taxa de juros, mais caros ficam empréstimos, financiamentos, parcelamentos e outras formas de pegar dinheiro emprestado. Por isso, as pessoas preferem deixar o dinheiro guardado ou investido em vez de consumir – e cai a procura, caem os preços. Ou seja, quanto menor for o consumo, menor será a inflação. 

O conflito entre Rússia e Ucrânia é outro evento mundial que repercutiu no bolso das pessoas tendo em vista que os países são responsáveis por praticamente 30% da produção mundial de trigo. Com a turbulência nas exportações da Ucrânia e a redução da oferta do produto agrícola no mercado internacional, houve um grande aumento no preço da farinha de trigo e consequentemente nos preços de pães, pizzas, bolos, massas e afins.

Tanta incerteza quanto ao cenário econômico do país naturalmente nos traz muitos medos e inseguranças financeiras. Isso afeta seu psicológico, logo afeta a forma como você enxerga o presente e projeta o futuro, suas emoções e a forma como você pensa sobre dinheiro. 

Veremos mais sobre isso a seguir.

Como o medo de não ter dinheiro pode afetar as finanças?

Diante do receio de que não haverá dinheiro disponível para se sustentar, as pessoas podem ser impactadas tanto na parte psicológica quanto nas decisões financeiras.

Essa relação é explicada pela psicologia financeira, que é a área responsável por estudar a conexão do ser humano com o dinheiro. Em um cenário menos positivo e com mais riscos, a saúde psicológica pode sofrer efeitos como:

Como as pessoas não sabem se conseguirão manter os ganhos ou, até mesmo, se terão dificuldades para se sustentarem, elas passam a ter mais dificuldades para fazer planos mais longos.

É por isso que, durante uma crise, é habitual que o número de compradores de imóveis diminua. Isso acontece porque, além de o financiamento ficar mais caro, existe mais receio quanto à manutenção do emprego e da renda. 

O medo de não ter dinheiro também pode gerar decisões precipitadas na hora de investir. Quem investe em ações mesmo sem ter maior tolerância aos riscos, por exemplo, pode correr para vender os papéis diante de uma queda acentuada da bolsa de valores, em vez de esperar o longo prazo. 

Como resultado, pode haver mais prejuízos do que se a estratégia de investimento fosse mantida, independentemente do cenário. Afinal, o mercado também pode se recuperar das crises.

O que fazer para lidar com esse aspecto psicológico?

Para impedir que o medo de não ter dinheiro atrapalhe suas decisões financeiras, é essencial saber lidar com esse comportamento. Assim, você poderá agir de maneira mais racional, com foco no uso mais inteligente das suas finanças.

Quer descobrir como gerenciar os impactos causados pelo medo de ficar sem dinheiro? Veja dicas importantes!

Identifique a sua situação financeira

Você já ouviu falar sobre a fobia de dinheiro? Mesmo que pareça estranho em um primeiro momento, esse quadro existe.

Assim como quem tem medo de altura e não consegue subir em lugares muito altos, quem tem fobia de dinheiro simplesmente não se sente capaz de administrar os próprios recursos. Como resultado, a vida financeira é prejudicada.

Para não passar por essa situação, o ideal é que você identifique sua situação financeira e entenda quais são os pontos de atenção. Além disso, é fundamental evitar o autojulgamento ou as críticas em excesso para prevenir o medo de lidar com o próprio dinheiro.

Faça um diagnóstico geral das suas finanças e busque formas de se preparar para lidar com seus recursos a partir desse momento. A educação financeira, inclusive, é uma importante aliada nesse processo.

Elabore um planejamento financeiro

Especialmente em períodos de incertezas, é preciso ter um plano para usar bem o seu dinheiro. Por isso, o ideal é criar um planejamento financeiro que seja adequado à sua realidade.

Monte um orçamento e pense em como você pode distribuir seu dinheiro entre os gastos essenciais e os supérfluos. E lembre-se de que isso não significa ignorar o lazer — você apenas planejará o uso do dinheiro de forma mais consciente.

Neste artigo, você descobriu como o medo de não ter dinheiro pode impactar o seu psicológico e as suas decisões financeiras. Assim, vale a pena focar em cuidar melhor das finanças e agir de modo planejado para fugir dos principais efeitos negativos que essa condição pode gerar no seu dia a dia.

Para continuar aprendendo sobre os aspectos psicológicos relacionados ao comportamento financeiro, veja como a aversão à perda pode impactar suas decisões!

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