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Entenda o que são derivativos

Caso você esteja maratonando este blog como faz com séries de televisão, já deve ter percebido que o mercado financeiro está cheio de alternativas, tenha você um perfil moderado, conservador ou arrojado. Sendo assim, aproveitamos para elaborar mais este post sobre um produto de investimento.

Afinal de contas, você sabe o que são derivativos? Como perceberá hoje, trata-se de uma oportunidade interessante para investidores que desejem se expor a novos mercados, ativos e rentabilidades — e, claro, combinando segurança e diversificação. Então, sem mais delongas, vamos ao conteúdo!

O que são derivativos?

No geral, existem duas maneiras para entender os derivativos, uma conceitual e outra técnica. Pois veja: assim como indica o nome, os derivativos são produtos de investimento que derivam de outros produtos no mercado. Quer um exemplo disso? Então, pense no seguinte:

·        o ouro é um ativo que tem seu preço negociado na bolsa;

·        então, o mercado cria um derivativo para negociar esse item — no caso do ouro, o OZ1.

Basicamente, esse é um derivativo que negocia a variação do preço do grama do ouro. Ou seja, o comportamento do valor desse item depende da própria demanda sobre ele. Um exemplo curioso disso é a apreensão que o coronavírus (Covid-19) tem causado sobre o mercado.

Como o ouro é visto como uma reserva de valor, que serve para proteger o patrimônio do desgaste da moeda de um ou mais países, o preço dessa commodity subiu consideravelmente. Do início do ano pra cá a valorização foi de mais de 50%.

Mas segure a onda, pois essa não é uma dica de investimento, apenas um exemplo prático de como um ativo se comporta no mercado quando um evento dessa proporção acontece. Então, para encerrar: o derivativo é um produto de investimento que deriva seu preço de uma mercadoria física ou de outro ativo na bolsa.

Quais os principais derivativos do mercado?

Como sempre, não há nada que supere o poder do exemplo. Por isso, juntamos os derivativos mais tradicionais da bolsa, apontando seus nomes de maneira didática e fácil. Desse jeito, fica mais fácil para você encontrar esses produtos no seu banco ou corretora. Vamos lá!

Mercado a termo

Basicamente, essa é uma modalidade na qual o investidor negocia o direito de compra e venda de um produto de investimento. Em uma operação a termo, negociam-se o ativo, o volume, o preço unitário e o vencimento da negociação. É por conta dessas condições que a modalidade recebe esse nome.

Aqui, vale notar que essa é uma categoria bastante especulativa. Quer um exemplo disso? Pois bem, digamos que você negocie contratos de ouro. Como frisamos antes, você precisa definir todos os detalhes da operação previamente.

Então, no dia 18 de dezembro de 2019, você vende 10 contratos de ouro a R$ 200, com vencimento em 14 de fevereiro de 2020 – supomos que nesta data o ouro estava valendo R$219. Então nessa operação, você teria “perdido” dinheiro, pois vendeu a R$ 200.

O prejuízo seria de R$ 19 vezes os 250 gramas por contrato, vezes os 10 contratos. Ou seja, você deixaria de ganhar R$ 47.500.

Em contrapartida, se, com as mesmas datas, você vendesse os contratos a R$225, teria lucrado em R$ 6 por grama de ouro. Isto é, 6 reais vezes 250 gramas por contrato, vezes 10 contratos. Total: R$ 15 mil.

Mercado futuro

De certa forma, esse mercado é idêntico ao da modalidade a termo. No entanto, o compromisso da compra e venda pode ser negociado entre os investidores. O que isso quer dizer? Basicamente, que um investidor pode se desfazer de um contrato — desde que ache alguém interessado em comprar esse compromisso, como o exemplo da compra de ouro que citamos acima.

Opções

Já aqui, temos uma das modalidades mais utilizadas por investidores arrojados. O mercado de opções é tão conhecido por seus lucros explosivos como pela capacidade de fazer ativos virarem pó, com uma relação direta entre o alto retorno e os riscos de investimento.

Nesses derivativos, também se negocia o direito de compra ou venda de um ativo no futuro. A grande diferença é que o pagamento já é feito no momento da ordem, e não apenas quando a operação é liquidada, como nos mercados que citamos acima.

Swaps

Por último, o mercado de swaps. Parecida com o mercado a termo, essa modalidade também exige a definição de preço e data de liquidação. Mas, aqui, o que se negocia é a rentabilidade dos produtos de investimento — além de que esse compromisso não pode ser transferido a outro investidor. Quem compra um contrato de swap deve arcar com ele no momento da liquidação.

Qual a finalidade desses produtos?

Assim como qualquer outro ativo, a função dos derivativos é oferecer rentabilidade ao investidor. Mas, por serem mais técnicos, esses produtos oferecem algumas vantagens particulares.

A primeira delas é a proteção da carteira de investimentos. Pois veja, se bem utilizado, o mercado de opções pode servir como uma rede de segurança contra a queda das suas ações. Para isso, deve-se investir em puts (direito de venda) de um determinado papel, apostando na sua desvalorização.

O segundo propósito é a alavancagem. Essa é uma prática que exige muita atenção e cuidado. Ela permite que você opere com um dinheiro que você não tem, multiplicando sua exposição ao mercado.

Por exemplo, digamos que você tenha R$ 1.000 para negociar contratos de ouro. Alavancado, você pode operar com 30x esse valor, ou seja, R$ 30 mil. Nesse cenário, caso você tenha uma operação com rentabilidade de 2%, ganhará 2% sobre R$ 30 mil, portanto, R$ 600. Mas o contrário também é possível. Caso você perca 2%, não perderá sobre os R$ 1 mil, mas sobre os R$ 30 mil, resultando em um prejuízo de R$ 600 sobre o seu capital.

Por último e não menos importante, a especulação. Como exemplificamos no caso do ouro e do coronavírus, a economia é repleta dessas correlações, cabendo aos investidores identificar esses links e desenvolver estratégias para explorar os movimentos do mercado.

Por isso, você sempre deve ter noção dos riscos. O mercado de capitais é um ambiente maravilhoso para a construção de patrimônio, riqueza e viabilização dos seus sonhos. Mas, como toda ferramenta potencial, ele deve sempre ser usado com responsabilidade e inteligência.

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